Fonte: Jota
Por Érico Oyama

O governo de São Paulo enviou em agosto à Assembleia Legislativa um projeto de lei para combater os impactos orçamentários causados pela pandemia. A reforma administrativa prevê, entre as medidas, uma redução de 20% de todos os benefícios fiscais concedidos a determinados setores. Segundo Patricia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico de São Paulo, inicialmente a redução dos benefícios fiscais no primeiro momento será linear. Na sequência, será com base em uma análise de competitividade.

“Como o ótimo é inimigo do bom, e o momento é muito urgente, a reforma que foi enviada é uma reforma linear, de uma redução de 20% de todos benefícios fiscais que existem”, disse a secretária. “Mas na sequência, e isso já foi demandado pelo governador João Doria, traremos uma nova alternativa para ser implementada gradualmente a partir do fim do ano, começo do ano que vem, com um olhar não linear, mas com um olhar com base em competitividade do setor.”

Ela destacou que a reforma administrativa estadual é importante para a redução de custos exatamente para não implicar em aumento de impostos para a população. “A reforma tem alguns pilares, como a extinção de institutos deficitários e tem todo um trabalho de revisão de incentivos, que é a redução dos benefícios fiscais, afirmou.

Ellen também explicou que o governo paulista mantém contato com o setor de supermercados para evitar repasse ao consumidor do aumento nos preços de alimentos. “O governador João Doria fez esse pedido alguns meses atrás e tem reforçado esse pedido”, revela a secretária de desenvolvimento econômico de São Paulo, Patrícia Ellen.

Em sua visão, é possível realizar uma acomodação nos preços dos alimentos, já que o setor de supermercados é um dos únicos que seguiu crescendo na pandemia.

Em webinar do JOTA nesta terça-feira (8/9), Patrícia Ellen falou da queda no número de internações e óbitos por Covid-19 na cidade de São Paulo. O prefeito Bruno Covas disse recentemente que espera que a cidade passe para a fase verde, com mais flexibilidade no funcionamento de estabelecimentos, entre 20 de setembro e 10 de outubro.